Apesar das boas notícias, ainda existem muitas
disparidades entre os países da região e às vezes até mesmo dentro dos mesmos,
afirmou a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde
(OPAS/OMS). No entanto, as médias regionais de mortalidade de crianças menores
de 5 anos escondem as disparidades entre os países e até mesmo dentro do mesmo
país. Por exemplo, em 2011, o Haiti e a Bolívia apresentaram taxas de
mortalidade de crianças menores de 5 anos de 87 e 51 óbitos por mil nascidos
vivos, respectivamente, em comparação com 19 na Colômbia, 8 no Chile e 6 em
Cuba.
A maioria dessas mortes são evitáveis. Em países com
elevada mortalidade, algumas intervenções de alto impacto e de baixo custo,
pode reduzir o número de mortes por mais de 50%, mas essas intervenções não
alcançam todos.
Além disso, embora a prevalência da desnutrição na
região seja baixa, a desnutrição crônica ainda é um dos problemas mais comuns
de crescimento na América Latina e no Caribe, com quase 9 milhões de crianças
que sofrem desta doença. A obesidade infantil é também um dos mais complexos desafios
enfrentados saúde pública em vários países. Além disso, cerca de 22,5 milhões
de crianças têm anemia.
As autoridades de saúde nas Américas aprovaram em
setembro deste ano uma estratégia e um plano de ação para a saúde na
infância, que busca
melhorar a saúde e reduzir a mortalidade infantil através de uma abordagem
abrangente e multissetorial para a saúde com base nos direitos e determinantes
sociais da saúde.

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