terça-feira, 11 de dezembro de 2012

UNICEF promove o direito ao esporte seguro e inclusivo em evento no Rio

O Diretor Regional do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) para a América Latina e o Caribe, Bernt Aasen, lança com a Prefeitura do Rio de Janeiro a iniciativa “Vamos jogar? – Esporte para o Desenvolvimento de Crianças e Adolescentes da América Latina e do Caribe”, uma ação articulada com o Instituto Pereira Passos (IPP), em parceria com a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, para a construção do legado social dos megaeventos esportivos. O lançamento será nesta terça-feira, dia 27 de novembro, às 9h30, na Vila Olímpica Félix Miéli Venerando, no bairro de Honório Gurgel (Rio de Janeiro), com a participação de autoridades locais e esportistas, além de crianças, adolescentes e jovens.

Ainda na terça-feira, às 15h00, Bernt se encontra com a Presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, no estande do Flamengo no Soccerex – maior evento mundial sobre o futebol, que está sendo realizado no Rio de Janeiro até o dia 28 de novembro. Na pauta, a parceria entre o clube e o UNICEF e a assinatura de um compromisso público pelo esporte seguro e inclusivo.

Ainda no Soccerex, o Diretor do UNICEF fará uma palestra sobre a responsabilidade social no futebol na tarde da quarta-feira, dia 28.

Fonte: http://www.onu.org.br/unicef-promove-o-direito-ao-esporte-seguro-e-inclusivo-em-evento-no-rio/

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

UNICEF certifica 399 municípios do Semiárido e da Amazônia pelos avanços nos direitos da infância e adolescência

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) anunciou os municípios certificados com o Selo UNICEF Município Aprovado Edição 2009-2012 nesta quinta-feira (29), durante cerimônia no Museu Nacional, em Brasília. O Selo é uma iniciativa do UNICEF, em parceria com a Petrobras e a Rede Energia. A lista completa dos municípios certificados está publicada no site www.unicef.org.br.
O Selo UNICEF Município Aprovado busca fortalecer as políticas públicas municipais que garantem os direitos da infância e adolescência. Ao todo, 399 municípios do Semiárido (AL, BA, CE, ES, MA, MG, PB, PE, PI, RN e SE) e da Amazônia Legal Brasileira (AC, AM, AP, MA, MT, PA, RO, RR e TO) foram reconhecidos pelos seus avanços na melhoria das condições de vida das crianças e dos adolescentes. No Semiárido, foram certificados 279 municípios, e 120, na Amazônia. Esses números correspondem a 22% do total dos 1.799 municípios que aderiram ao Selo em 2009.

Pacto Nacional

Durante a cerimônia, também foram renovados o Pacto Nacional Um mundo para a criança e o adolescente do Semiárido e a Agenda Criança Amazônia. Os dois compromissos buscam somar forças entre governo federal, governos estaduais, organizações da sociedade civil, organismos internacionais e empresas privadas para o alcance dos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio no Semiárido e na Amazônia.
Estiveram presentes no evento o Representante do UNICEF no Brasil, Gary Stahl; a Ministra-Chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann; a Ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello; a Ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário; e a Ministra de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Luiza Bairros; os Governadores Cid Gomes, do Ceará; Ricardo Coutinho, da Paraíba; Eduardo Campos, de Pernambuco; Wilson Martins, do Piauí; Rosalba Ciarlini, do Rio Grande do Norte; e Confúncio Moura, de Rondônia; e o Senador Cristovam Buarque, do Distrito Federal, além de prefeitos, conselheiros de direitos e articuladores municipais.
A partir da próxima semana, os municípios receberão os troféus e os certificados de reconhecimento e participação em cerimônias organizadas em cada uma das capitais dos Estados envolvidos.

Avanços no Semiárido

Além de fortalecer a gestão local e a participação social, o Selo avaliou a melhoria da situação da Saúde, Educação e Assistência Social nos municípios participantes do Selo.
  • O indicador que apresentou os maiores avanços foi o percentual de crianças alcançadas pelo Benefício de Proteção Continuada da Assistência Social que estão na escola. De 2008 a 2011, esse percentual passou de 23,2% para 61,3% entre os municípios inscritos no Selo no Semiárido. Aproximadamente 46,6 mil crianças com deficiência ingressaram na escola.
  • A queda da mortalidade infantil entre os municípios inscritos no Selo no Semiárido foi 58% maior do que nos demais municípios brasileiros. De 2007 a 2010, a queda desse indicador para os municípios participantes do Selo foi de 18,4%. Isso significa que 1.836 crianças deixaram de morrer no primeiro ano de vida. Nos municípios certificados, a queda foi ainda maior: 23,3%. No mesmo período, a taxa nos demais municípios do País caiu 11,6 %.
  • O acesso ao pré-natal aumentou 19,4% entre os municípios inscritos no Selo, enquanto nos demais municípios brasileiros o aumento foi de 8,5%. De 2007 a 2010, o percentual de nascidos vivos de mulheres com sete ou mais consultas de pré-natal passou de 42,1% para 50,26%.
  • O abandono escolar caiu 41,2%. De 2007 a 2011, a taxa de abandono no ensino fundamental dos municípios inscritos passou de 7,0% para 4,0%. Nos municípios certificados, a queda foi ainda maior: 48,2%.
  • A distorção idade-série caiu 15% entre os municípios inscritos no Selo. Esse indicador mede a adequação entre a idade do aluno e a série na qual está matriculado. O percentual passou de 50,5% em 2007 para 42,9% em 2011. Nos municípios certificados, a queda foi ainda maior: 17,8%. No mesmo período, a taxa nos demais municípios do País caiu 12,8 %.
  • A taxa de cobertura de Centros de Referência da Assistência Social (Cras) aumentou 15,1% entre os municípios participantes. Passou de 76,1% em 2008 para 87,6% em 2011. Nos municípios certificados, a melhora foi ainda maior: 19,5%.

Avanços na Amazônia

Além de fortalecer a gestão local e a participação social, o Selo avaliou a melhoria da situação da Saúde, Educação e Assistência Social nos municípios participantes do Selo.
  • O percentual de crianças alcançadas pelo Benefício de Proteção Continuada da Assistência Social que estão na escola foi o indicador que mais avançou. De 2008 a 2011, passou de 21,9% para 59,7% entre os municípios inscritos no Selo na Amazônia. Aproximadamente 25,9 mil crianças com deficiência retornaram à escola.
  • A taxa de mortalidade infantil caiu 6,8%, entre os municípios inscritos no Selo na Amazônia, de 2007 a 2010. Isso significa que quase 511 crianças deixaram de morrer no primeiro ano de vida. Nos municípios certificados, a queda foi ainda maior: 12,7%.
  • O acesso ao pré-natal aumentou 16,4% entre os municípios inscritos no Selo na Amazônia, enquanto nos demais municípios brasileiros o aumento foi de 10,1%. De 2007 a 2010, o percentual de nascidos vivos de mulheres com sete ou mais consultas de pré-natal passou de 30,6% para 35,6%.
  • O abandono escolar caiu 47,2%. De 2007 a 2011, a taxa de abandono no ensino fundamental dos municípios inscritos no Selo na Amazônia passou de 6,5% para 3,4%. Enquanto a redução nos demais municípios brasileiros foi de 41,1%.
  • A distorção idade-série caiu 19,4% entre os municípios participantes do Selo. A adequação entre a idade do aluno e a série na qual está matriculado passou de 47,0% em 2007 para 37,9% em 2011. No mesmo período, a taxa nos demais municípios do País caiu 12,6 %.
  • A taxa de cobertura de Centros de Referência da Assistência Social (Cras) aumentou 29,7% para os municípios participantes. Esse indicador passou de 67,4% em 2008 para 87,4% em 2011. Nos municípios certificados, a melhora foi ainda maior: 30,2%.
Fonte: http://www.onu.org.br/unicef-certifica-399-municipios-do-semiarido-e-da-amazonia-pelos-avancos-nas-areas-da-infancia-e-adolescencia/

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

OMS/OPAS revela que mortalidade infantil na América Latina e Caribe foi reduzida em mais da metade em 20 anos

A taxa média de mortalidade de crianças menores de cinco anos na América Latina e no Caribe entre 1990 e 2010 foi reduzida de 54 para 23 mortes por cada mil nascidas vivas. Isso representou uma diminuição média anual de 4,3% de mortalidade em crianças menores de 5 anos na região. Se esta tendência continuar, a região vai atingir a meta dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) de reduzir em dois terços a mortalidade de crianças menores de 5 anos até 2015.

Apesar das boas notícias, ainda existem muitas disparidades entre os países da região e às vezes até mesmo dentro dos mesmos, afirmou a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS). No entanto, as médias regionais de mortalidade de crianças menores de 5 anos escondem as disparidades entre os países e até mesmo dentro do mesmo país. Por exemplo, em 2011, o Haiti e a Bolívia apresentaram taxas de mortalidade de crianças menores de 5 anos de 87 e 51 óbitos por mil nascidos vivos, respectivamente, em comparação com 19 na Colômbia, 8 no Chile e 6 em Cuba.

A maioria dessas mortes são evitáveis. Em países com elevada mortalidade, algumas intervenções de alto impacto e de baixo custo, pode reduzir o número de mortes por mais de 50%, mas essas intervenções não alcançam todos.

Além disso, embora a prevalência da desnutrição na região seja baixa, a desnutrição crônica ainda é um dos problemas mais comuns de crescimento na América Latina e no Caribe, com quase 9 milhões de crianças que sofrem desta doença. A obesidade infantil é também um dos mais complexos desafios enfrentados saúde pública em vários países. Além disso, cerca de 22,5 milhões de crianças têm anemia.

As autoridades de saúde nas Américas aprovaram em setembro deste ano uma estratégia e um plano de ação para a saúde na infância, que busca melhorar a saúde e reduzir a mortalidade infantil através de uma abordagem abrangente e multissetorial para a saúde com base nos direitos e determinantes sociais da saúde.