Buscar maneiras de tornar as aulas mais dinâmicas é prática comum nas instituições de ensino. Ensinar matérias como Física, Química e Biologia com atividades dentro de salas de aula é algo que ainda ocorre, mas os educadores estão explorando maneiras novas de aplicar essas matérias. Como resultado, o que se vê são os jovens estudantes mostrando todo o seu potencial.
Muitas escolas investem em equipamentos e espaços cada vez maiores para construírem laboratórios para aulas práticas de diversas matérias. Projetos são desenvolvidos e, muitas vezes, surpreendem pela simplicidade e pela eficiência. A inovação na formação dos estudantes é real e muitos empresários já começam a olhar essa nova fonte de ideias.
Uma amostra do quanto as escolas estão investindo no desenvolvimento do espírito inovador de seus estudantes foi a exposição dos melhores trabalhos elaborados para o Programa Inovar para Crescer (Pince), uma iniciativa do Conselho Empresarial de Inovação e Tecnologia da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ).
Os trabalhos elaborados por estudantes de várias regiões do estado mostram que o investimento que os colégios estão fazendo na formação dos seus alunos pode render projetos simples, baratos e eficientes para a sociedade.
O Pince é realizado em parceria com o Serviço de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae). Na exposição, foram apresentados projetos de turmas do ensino fundamental e médio, na modalidade de ensino normal e de Ensino para Jovens e Adultos (EJA). Preservação ambiental foi o principal tema dos projetos. A busca por sustentabilidade, reciclagem do lixo e a melhor utilização dos recursos naturais pode ser notada.
Um dos trabalhos que mais chamou a atenção foi desenvolvido pela Escola Técnica Estadual Henrique Lage, uma das unidades de ensino da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), e chama-se Ecobebedouro. A lógica do trabalho é simples. Ao invés de ligar o bebedouro à corrente elétrica, a fonte de energia viria da energia solar. Uma placa para a captação dessa energia foi colocada no aparelho.
"O trabalho desenvolvido por nós estudantes foi de criar algum projeto que fosse eficiente e que pudesse ser utilizado sem grandes custos. Esse Ecobebedouro funciona da mesma forma que os bebedouros tradicionais, mas utiliza uma fonte de energia mais barata. Essa ideia pode ser utilizada em outros objetos, bastando algumas adaptações", diz a estudante Laura Beatriz, do 3º ano do ensino médio da instituição.
Além de projetos ligados ao meio ambiente, alguns trabalhos buscavam o bem-estar da população. Alunos do 1º ano do ensino médio do Colégio Israelita Brasileiro A. Liessin foram os responsáveis pelo projeto "Solução para Idosos". Trata-se de uma almofada com um sistema capaz de ajudar pessoas com mais idade a se levantarem sem grandes problemas.
"O trabalho, na verdade, nasceu da observação. É um projeto simples, barato e que vai ajudar muita gente. Pessoas com problemas nos joelhos terão um aparelho que vai poupá-las das dores e das dificuldades que elas possuíam no momento de se levantarem. Uma peça, abaixo da almofada, impulsiona a pessoa, fazendo-a se erguer sem dificuldades", diz Eduardo London, um dos responsáveis pela invenção. Sua companheira de projeto explicou a nova forma de ensino do colégio.
"O A. Liessin tem essa prática de propor aos alunos se reunirem e desenvolverem projetos. Temos uma estrutura muito boa no nosso colégio e os professores nos incentivam muito. Todas as turmas realizam algum trabalho. Isso nos motiva muito", diz Nicole Aronovich, também aluna do 1º ano do ensino médio.
O ensino mais prático das matérias acaba proporcionando uma maior interação entre os estudantes. Reunir grupos em laboratórios e incentivar o trabalho coletivo também fora dos limites da escola é algo que prepara o aluno para grandes desafios. A escola Mercúrio fez um trabalho no qual essas ações foram recorrentes.
"Nosso trabalho foi criar uma bateria auto renovável. A quantidade de baterias, de celular e de outros eletrônicos, jogados nos lixões é muito grande. Essa bateria ainda tem pouca duração, mas é algo que pode ser desenvolvido. Foi um trabalho de um grupo inteiro, de pessoas que sabiam da responsabilidade de cada um dentro do projeto. É algo que é marcante porque sabemos como todos se esforçaram e como nos ajudamos por esse trabalho", diz Mayara Gonçalves Nascimento, da turma técnica de Química.
Muitas escolas investem em equipamentos e espaços cada vez maiores para construírem laboratórios para aulas práticas de diversas matérias. Projetos são desenvolvidos e, muitas vezes, surpreendem pela simplicidade e pela eficiência. A inovação na formação dos estudantes é real e muitos empresários já começam a olhar essa nova fonte de ideias.
Uma amostra do quanto as escolas estão investindo no desenvolvimento do espírito inovador de seus estudantes foi a exposição dos melhores trabalhos elaborados para o Programa Inovar para Crescer (Pince), uma iniciativa do Conselho Empresarial de Inovação e Tecnologia da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ).
Os trabalhos elaborados por estudantes de várias regiões do estado mostram que o investimento que os colégios estão fazendo na formação dos seus alunos pode render projetos simples, baratos e eficientes para a sociedade.
O Pince é realizado em parceria com o Serviço de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae). Na exposição, foram apresentados projetos de turmas do ensino fundamental e médio, na modalidade de ensino normal e de Ensino para Jovens e Adultos (EJA). Preservação ambiental foi o principal tema dos projetos. A busca por sustentabilidade, reciclagem do lixo e a melhor utilização dos recursos naturais pode ser notada.
Um dos trabalhos que mais chamou a atenção foi desenvolvido pela Escola Técnica Estadual Henrique Lage, uma das unidades de ensino da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), e chama-se Ecobebedouro. A lógica do trabalho é simples. Ao invés de ligar o bebedouro à corrente elétrica, a fonte de energia viria da energia solar. Uma placa para a captação dessa energia foi colocada no aparelho.
"O trabalho desenvolvido por nós estudantes foi de criar algum projeto que fosse eficiente e que pudesse ser utilizado sem grandes custos. Esse Ecobebedouro funciona da mesma forma que os bebedouros tradicionais, mas utiliza uma fonte de energia mais barata. Essa ideia pode ser utilizada em outros objetos, bastando algumas adaptações", diz a estudante Laura Beatriz, do 3º ano do ensino médio da instituição.
Além de projetos ligados ao meio ambiente, alguns trabalhos buscavam o bem-estar da população. Alunos do 1º ano do ensino médio do Colégio Israelita Brasileiro A. Liessin foram os responsáveis pelo projeto "Solução para Idosos". Trata-se de uma almofada com um sistema capaz de ajudar pessoas com mais idade a se levantarem sem grandes problemas.
"O trabalho, na verdade, nasceu da observação. É um projeto simples, barato e que vai ajudar muita gente. Pessoas com problemas nos joelhos terão um aparelho que vai poupá-las das dores e das dificuldades que elas possuíam no momento de se levantarem. Uma peça, abaixo da almofada, impulsiona a pessoa, fazendo-a se erguer sem dificuldades", diz Eduardo London, um dos responsáveis pela invenção. Sua companheira de projeto explicou a nova forma de ensino do colégio.
"O A. Liessin tem essa prática de propor aos alunos se reunirem e desenvolverem projetos. Temos uma estrutura muito boa no nosso colégio e os professores nos incentivam muito. Todas as turmas realizam algum trabalho. Isso nos motiva muito", diz Nicole Aronovich, também aluna do 1º ano do ensino médio.
O ensino mais prático das matérias acaba proporcionando uma maior interação entre os estudantes. Reunir grupos em laboratórios e incentivar o trabalho coletivo também fora dos limites da escola é algo que prepara o aluno para grandes desafios. A escola Mercúrio fez um trabalho no qual essas ações foram recorrentes.
"Nosso trabalho foi criar uma bateria auto renovável. A quantidade de baterias, de celular e de outros eletrônicos, jogados nos lixões é muito grande. Essa bateria ainda tem pouca duração, mas é algo que pode ser desenvolvido. Foi um trabalho de um grupo inteiro, de pessoas que sabiam da responsabilidade de cada um dentro do projeto. É algo que é marcante porque sabemos como todos se esforçaram e como nos ajudamos por esse trabalho", diz Mayara Gonçalves Nascimento, da turma técnica de Química.
Aproximação com aluno é um ponto importante
O ensino mais prático é utilizado pelos professores para uma melhor observação dos seus alunos. Além disso, ele é uma maneira de manter o interesse dos estudantes, uma vez que as aulas são mais dinâmicas e estimulam a participação dos jovens.
Professor da turma de eletrotécnica da ETE Henrique Lage, Claudson Machado destaca a importância de despertar o interesse dos estudantes por mais ensino. Para ele, cobrar dos alunos mais estudo é algo necessário para que eles não percam o foco.
"Hoje em dia, é importante aproveitar os recursos que o mundo nos dá. A atual geração precisa ser vista de perto. O interesse em namorar, sair, viajar, é algo natural. Quando o colégio propôs o projeto do ecobebedouro, no entanto, sabíamos do desafio que seria. O convívio com eles é diferente e a forma de cobrar também. Os professores acabam ensinando algo além da matéria. Mostramos a maneira de agir, de falar, de se portar."
A questão do incentivo também é destacada. Muitas vezes, projetos propostos por professores em sala de aula agregam o grupo de estudantes, que se vê desafiado a alcançar o objetivo.
"Os professores devem utilizar as exposições de trabalhos para mexer com a turma. Fazer um projeto e ser premiado por ele é algo que faz os alunos se esforçarem bastante. É um incentivo. Os jovens se unem por um objetivo e se organizam para atingi-lo fazendo um projeto vencedor", diz Rodrigo Mariath, professor de Ciências das turmas de ensino fundamental do Colégio Israelita Brasileiro A. Liessin. O pensamento de Rodrigo é parecido com o do professor Rodrigo Marcos da Silva, das turmas de Química do Colégio Mercúrio.
"O fato de você estimular os estudantes a se unirem em torno de algum objetivo e dar ferramentas para isso é algo muito construtivo. Existe a questão do ensino prático da matéria, que sempre desperta mais interesse do que o ensino teórico, mas também tem o preparo para o futuro do jovem. Ele deve aprender a conviver com o grupo. Isso é cobrado quando grandes trabalhos são realizados", diz o professor, responsável pelo projeto "Bateria Auto Renovável".
O ensino mais prático é utilizado pelos professores para uma melhor observação dos seus alunos. Além disso, ele é uma maneira de manter o interesse dos estudantes, uma vez que as aulas são mais dinâmicas e estimulam a participação dos jovens.
Professor da turma de eletrotécnica da ETE Henrique Lage, Claudson Machado destaca a importância de despertar o interesse dos estudantes por mais ensino. Para ele, cobrar dos alunos mais estudo é algo necessário para que eles não percam o foco.
"Hoje em dia, é importante aproveitar os recursos que o mundo nos dá. A atual geração precisa ser vista de perto. O interesse em namorar, sair, viajar, é algo natural. Quando o colégio propôs o projeto do ecobebedouro, no entanto, sabíamos do desafio que seria. O convívio com eles é diferente e a forma de cobrar também. Os professores acabam ensinando algo além da matéria. Mostramos a maneira de agir, de falar, de se portar."
A questão do incentivo também é destacada. Muitas vezes, projetos propostos por professores em sala de aula agregam o grupo de estudantes, que se vê desafiado a alcançar o objetivo.
"Os professores devem utilizar as exposições de trabalhos para mexer com a turma. Fazer um projeto e ser premiado por ele é algo que faz os alunos se esforçarem bastante. É um incentivo. Os jovens se unem por um objetivo e se organizam para atingi-lo fazendo um projeto vencedor", diz Rodrigo Mariath, professor de Ciências das turmas de ensino fundamental do Colégio Israelita Brasileiro A. Liessin. O pensamento de Rodrigo é parecido com o do professor Rodrigo Marcos da Silva, das turmas de Química do Colégio Mercúrio.
"O fato de você estimular os estudantes a se unirem em torno de algum objetivo e dar ferramentas para isso é algo muito construtivo. Existe a questão do ensino prático da matéria, que sempre desperta mais interesse do que o ensino teórico, mas também tem o preparo para o futuro do jovem. Ele deve aprender a conviver com o grupo. Isso é cobrado quando grandes trabalhos são realizados", diz o professor, responsável pelo projeto "Bateria Auto Renovável".
Pince mostra o potencial dos jovens
Gerar interesse pelo empreendedorismo é algo que pode trazer bons frutos para o país. Capacitar os jovens desde cedo e despertar o desejo deles buscarem soluções para problemas com criatividade e empenho é um desafio complicado, mas que pode ajudar o desenvolvimento. Para Celso Niskier, presidente do Conselho de Educação da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), o momento é propicio para o estímulo ao espírito empreendedor dos jovens.
"O Brasil está ganhando destaque por seu desenvolvimento. Se soubermos incentivar a educação empreendedora desde cedo, as grandes ideias que estamos vendo as novas gerações terem serão aproveitadas por brasileiros. É preciso olhar com atenção para os nossos jovens e apostar no espírito empreendedor deles, porque o desenvolvimento do país pode vir da cabeça deles", diz Celso.
Para o educador, é preciso que empresários, investidores e colégios se aproximem dos estudantes. O fato do país ter jovens com grandes ideias, mas que acabam levando seus projetos para outros países, é algo que pode ser evitado.
"Um programa como o Pince torna público o trabalho e as ideias dos empreendedores juvenis brasileiros. Isso é importante para evitar a evasão de ideias que o país sofre. Somos conhecidos por termos mentes brilhantes no país, mas que só conseguem desenvolver seus projetos em outros países. Isso é uma pena. Além do incentivo à educação empreendedora, devemos fazer exposições e premiações como está para chamar atenção dos empresários e investidores para os estudantes", diz o
presidente, que completa, em seguida.
"Quem quer investir, muitas vezes vai até as universidades. O Pince mostra que também devemos visitar as escolas. Precisamos escutar as ideias desses estudantes. Do contrário, o talento deles será desperdiçado. É preciso apoiá-los. É preciso estruturar as escolas e acreditar no potencial e no talento deles."
Para Edison Borba, coordenador do Prêmio Inovar para Crescer, o ensino das escolas deve buscar a inovação. Os estudantes devem trabalhar todos os conteúdos programáticos estabelecidos pelo Ministério da Educação, mas é importante também que as escolas se preocupem em fazer o aluno pensar coisas novas para ajudar a sociedade.
"O que nós estamos mostrando no Pince é que é necessária a criação da 'Escola Nova'. Não queremos que o formato atual de ensino acabe. Temos a intenção de mostrar que é necessário modificá-lo. É preciso trazer o aluno para a realidade social. Eles devem pensar em soluções para o mundo no qual vivemos. Os estudantes precisam saber como utilizar, de maneira prática, o que eles aprendem", diz Edison, salientando a importância dos professores logo em seguida.
"Os professores devem entender que eles são os maiores incentivadores desses jovens. Se o educador estiver estimulado à incentivar o empreendedorismo, os estudantes também estarão. E o papel dos empresários é de olhar com carinho para essas crianças e adolescentes. Não é apenas nas universidades que existem pessoas com boas ideias", completa o coordenador.
Gerar interesse pelo empreendedorismo é algo que pode trazer bons frutos para o país. Capacitar os jovens desde cedo e despertar o desejo deles buscarem soluções para problemas com criatividade e empenho é um desafio complicado, mas que pode ajudar o desenvolvimento. Para Celso Niskier, presidente do Conselho de Educação da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), o momento é propicio para o estímulo ao espírito empreendedor dos jovens.
"O Brasil está ganhando destaque por seu desenvolvimento. Se soubermos incentivar a educação empreendedora desde cedo, as grandes ideias que estamos vendo as novas gerações terem serão aproveitadas por brasileiros. É preciso olhar com atenção para os nossos jovens e apostar no espírito empreendedor deles, porque o desenvolvimento do país pode vir da cabeça deles", diz Celso.
Para o educador, é preciso que empresários, investidores e colégios se aproximem dos estudantes. O fato do país ter jovens com grandes ideias, mas que acabam levando seus projetos para outros países, é algo que pode ser evitado.
"Um programa como o Pince torna público o trabalho e as ideias dos empreendedores juvenis brasileiros. Isso é importante para evitar a evasão de ideias que o país sofre. Somos conhecidos por termos mentes brilhantes no país, mas que só conseguem desenvolver seus projetos em outros países. Isso é uma pena. Além do incentivo à educação empreendedora, devemos fazer exposições e premiações como está para chamar atenção dos empresários e investidores para os estudantes", diz o
presidente, que completa, em seguida.
"Quem quer investir, muitas vezes vai até as universidades. O Pince mostra que também devemos visitar as escolas. Precisamos escutar as ideias desses estudantes. Do contrário, o talento deles será desperdiçado. É preciso apoiá-los. É preciso estruturar as escolas e acreditar no potencial e no talento deles."
Para Edison Borba, coordenador do Prêmio Inovar para Crescer, o ensino das escolas deve buscar a inovação. Os estudantes devem trabalhar todos os conteúdos programáticos estabelecidos pelo Ministério da Educação, mas é importante também que as escolas se preocupem em fazer o aluno pensar coisas novas para ajudar a sociedade.
"O que nós estamos mostrando no Pince é que é necessária a criação da 'Escola Nova'. Não queremos que o formato atual de ensino acabe. Temos a intenção de mostrar que é necessário modificá-lo. É preciso trazer o aluno para a realidade social. Eles devem pensar em soluções para o mundo no qual vivemos. Os estudantes precisam saber como utilizar, de maneira prática, o que eles aprendem", diz Edison, salientando a importância dos professores logo em seguida.
"Os professores devem entender que eles são os maiores incentivadores desses jovens. Se o educador estiver estimulado à incentivar o empreendedorismo, os estudantes também estarão. E o papel dos empresários é de olhar com carinho para essas crianças e adolescentes. Não é apenas nas universidades que existem pessoas com boas ideias", completa o coordenador.
Fonte:http://www.folhadirigida.com.br/fd/Satellite/educacao/reportagens-especiais/A-inovacao-no-dia-a-dia-das-escolas-2000034491706-1400002102372














