sábado, 11 de fevereiro de 2012

Trânsito seguro: o desafio de garantir a vida


A Década Mundial de Segurança no Trânsito, determinada pela Assembléia da Organização das Nações Unidas,  vem chamar a atenção da sociedade para o grave problema decorrente de acidentes de trânsito que ocorrem, cada vez com maior frequência, especialmente entre os jovens, que têm suas vidas ceifadas ou destruídas por conta da violência no trânsito..
 
O grupo de escolas do PEA/UNESCO/Rio de Janeiro tem discutido a questão e está iniciando a Campanha “Trânsito seguro: o desafio de garantir a vida”, visando trabalhar o assunto com os alunos e com  toda a comunidade escolar.  

2010-2020. Década mundial de segurança no trânsito


A Década Mundial de Segurança no Trânsito tem o compromisso de reverter o número de mortos e feridos pela violência no trânsito que ceifa vidas todos os dias.
  

O Secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon alerta para os traumas de trânsito que continuam a ameaçar as conquistas no campo da saúde e do desenvolvimento em todo o mundo, com devastadores impactos sobre indivíduos, famílias, comunidades e sociedade.
 
Em algumas regiões do mundo a violência do trânsito já é a principal causa de morte na faixa entre os 15 aos 44 anos, período mais produtivo a vida humana.

O Brasil é um dos cinco países líderes em mortes no trânsito. O aumento da frota de veículos do Brasil — que dobrou nos últimos 10 anos — exige ação imediata para estancar as tragédias no trânsito.
 
55,9 milhões de carros circulando pelas ruas, avenidas e rodovias. 35000 mortes anuais registradas. Segundo o IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o trânsito faz mais de 35 mil vítimas fatais por ano no Brasil, uma média de 95 óbitos por dia. Em 60% dos casos o responsável é o álcool.

Considerado um dos grandes vilões da insegurança no trânsito, o álcool é o maior responsável por acidentes no país. Pegar carona e não usar cinto de segurança também são considerados extremamente perigosos.

A estatística de mortes e feridos somente reverterá quando a população rechaçar em seus grupos sociais, aqueles que teimam em beber e dirigir.
 
Para enfrentar a combinação álcool e direção, as abordagens preventivas devem ser intensificadas para que s uma nova cultura, como ocorreu com o cinto de segurança.
 
É preciso um grande investimento em campanhas educativas que ajudem a mudar as atitudes e garantir o direito que é de todos - o de viver.

Década das Nações Unidas da Educação para o Desenvolvimento Sustentável. 2005-2014


Com o objetivo integrar os princípios, valores e práticas do desenvolvimento sustentável em todos os aspectos da educação e da aprendizagem, a  Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável, pretende encorajar mudanças de comportamento que irão criar um futuro mais sustentável em termos da integridade ambiental, da viabilidade econômica, e de uma sociedade justa para a geração atual e para as que virão. 

A educação não é um fim em si mesma, é um direito fundamental e um instrumento-chave para mudar valores, comportamentos e estilos de vida: para alcançar um futuro sustentável é necessário fomentar, entre a população, a consciência da importância do meio ambiente. 

A UNESCO é a Agência do Sistema ONU incumbida em dar seguimento ao Capítulo 36 da Agenda 21, que trata da educação ambiental em todos os níveis, da formação de educadores e da informação ao público.

TEMAS DA RIO+20


A Conferência da Organização das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável - Rio+20 - será focada em dois temas:
 
* Economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e erradicação da pobreza

* Estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável

Além dos dois temas principais para a Rio +20, as sete áreas prioritárias, onde a Conferência também avaliará o progresso para o desenvolvimento sustentável são:

 • Combater a pobreza e promover a inclusão social;

 • Promover a segurança alimentar e agricultura sustentável;

 • gestão da água;  

 • O acesso à energia, a partir de fontes renováveis;

• Sustentabilidade dos assentamentos humanos;

• Gestão dos oceanos;

• Melhorar a capacidade de recuperação e preparação para desastres.

Quando falamos em economia verde estamos falando na intersecção ambiente- economia, o que foi já tratado na Conferência Rio 1992: a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento.

O que é a Rio +20?


A Rio+20 é uma grande conferência da ONU que acontecerá no Rio de Janeiro, 20 anos depois de outra conferência internacional: a Eco92. 

O evento vai reunir entre dias 4 e 6 de junho de 2012, líderes dos 193 Estados que fazem parte da ONU e representantes de vários setores da Organização, objetivando discutir meios de transformar o planeta em um lugar melhor para todos nós e para as futuras gerações. 
 
A Rio +20 fará um balanço, duas décadas depois, do que resultou daqueles documentos elaborados na ECO 92: a Agenda 21, a Carta da Terra e as Convenções do Clima e da Diversidade Biológica.

A idéia é rediscutir os temas já levantados e as estratégias de recuperação das destruições que já foram feitas no planeta, sem deixar de lado o progresso. Sustentabilidade é o ponto central, incluindo aí também a consciência de que controlar o impacto da presença humana na Terra e eliminar ações predatórias é responsabilidade não só dos governantes, mas de todos nós.    
 
Junto com a Rio+20, acontecerá a Cúpula dos Povos: um evento com palestras e debates sobre os mesmos temas, promovidos por grupos da sociedade civil com o propósito de envolver todos os setores da sociedade para discutir modos de transformar o planeta em um lugar melhor para viver.

ENERGIA: UM BEM INESTIMÁVEL




2012. ANO INTERNACIONAL DE ENERGIA RENOVÁVEL PARA TODOS

 

Relatório da ONU mostra que cerca de 1 bilhão de pessoas não tem acesso adequado à eletricidade. Para chamar a atenção da população mundial para este problema e, assim, fomentar ações que possam ajudar a mudar essa realidade, a Organização das Nações Unidas proclamou 2012 como o Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos.

O anúncio faz parte de uma iniciativa maior – também batizada de Energia Sustentável para Todos - Sustainable Energy for All –, comandada pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que até o ano de 2030 pretende alcançar três grandes objetivos:

– assegurar que todos tenham acesso a serviços modernos de energia;

– reduzir em 40% a intensidade energética global

– aumentar em 30% o uso de energias renováveis em todo o mundo.

Com 1,6 bilhão de pessoas em países em desenvolvimento ainda sem acesso à eletricidade, o Secretário-Geral Ban Ki-moon apelou para uma revolução global para enfrentar os desafios mundiais de energia.

“Nosso desafio é a transformação. Precisamos de uma revolução energética global limpa – uma revolução que torne a energia disponível e acessível para todos”, disse Ban, no Quarto Encontro Mundial da Energia do Futuro, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.

“Isso é essencial para minimizar riscos climáticos, para reduzir a pobreza e melhorar a saúde global, para o fortalecimento das mulheres e o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, para o crescimento econômico global, a paz, a segurança e a saúde do planeta”, acrescentou. O Secretário-Geral ressaltou que as decisões tomadas agora terão consequências de longo alcance. A economia atual dependente de combustíveis fósseis contribui para as mudanças climáticas – e as necessidades globais de energia estão crescendo rapidamente.

Segundo ele, em 20 anos, o consumo de energia aumentará em 40%, sobretudo nos países em desenvolvimento, onde 1,6 bilhão de pessoas ainda não têm acesso à eletricidade, e onde três bilhões de pessoas dependem da biomassa tradicional para cozinhar, garantir aquecimento e outras necessidades básicas.

Ban elogiou as autoridades de Abu Dhabi pela Iniciativa Masdar, um projeto destinado a mostrar um futuro sustentável de energia limpa, cuja peça central é a cidade de Masdar, uma comunidade planejada verde localizada em Abu Dhabi, construída por companhias, incluindo a Companhia de Energia do Futuro de Abu Dhabi, e financiada pelo Governo dos Emirados Árabes Unidos.

2012. ANO INTERNACIONAL DAS COOPERATIVAS


“Cooperativas constroem um mundo melhor”

"International Year of Cooperatives 2012: Co-operative enterprises build a better world"

 
A Assembléia Geral da ONU considerou o modelo de negócio cooperativo como um fator importante no desenvolvimento econômico e social dos países e declarou 2012 como o Ano Internacional das Cooperativas, destacando sua importância para o desenvolvimento socioeconômico e reconhecendo seu trabalho para a redução da pobreza, geração de emprego e integração social. Esta é a primeira vez na história que um ano será dedicado ao setor cooperativista.

Objetivos do Ano Internacional das Cooperativas:

Aumentar a consciência pública sobre as cooperativas e suas contribuições para o
desenvolvimento socioeconômico e para a realização dos Objetivos de Desenvolvimento
do Milênio.

Promover a formação e o crescimento das cooperativas.

Incentivar os governos a estabelecer políticas, leis e regulamentos propícios para a formação,crescimento e estabilidade das cooperativas.

O cooperativismo teve origem na Inglaterra por iniciativa de operários da cidade de Rochdale, que, prejudicados pelo novo modelo industrial – em que as máquinas substituíram o trabalho artesanal - procuraram outras formas de garantir o sustento de suas famílias.

A decisão de criar uma sociedade de consumo baseada no cooperativismo puro partiu desse grupo de trabalhadores, e, em 1844, originou a Sociedade dos Probos Pioneiros de Rochdale Limitada, um armazém comunitário.
Onze anos após a fundação, a organização já contava com 400 sócios. Desde então, o cooperativismo cresceu pelo mundo, e as normas definidas por aqueles tecelões passaram a nortear as ações das cooperativas em todo o mundo.

Atualmente o cooperativismo está presente em mais de 100 países e soma mais de 800 milhões de cooperados em todo o mundo, sendo responsável por cerca de 100 milhões de postos de trabalho em todo o mundo.
No Brasil já são mais de 6.650 cooperativas, com mais de 9 milhões de cooperados, sendo o crédito o ramo com maior representação no cooperativismo nacional.
O site oficial traz dados sobre o Ano Internacional, como o calendário de eventos previstos pela ONU e pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI).

Objetivo Primordial: A Educação para a Paz


Objetivo Primordial: A Educação para a Paz

Missão

Contribuir para a Paz e a segurança, mediante a educação, a ciência e a cultura, a cooperação entre as nações, assegurando valores como Justiça, Igualdade e Liberdade que sem distinção de raça, sexo, idioma, religião, a Carta da ONU reconhece como Direito de todos.

A REDE trabalha em torno de quatro grandes temas de estudo:

1.         Os problemas mundiais e o papel do sistema das Nações Unidas;

2.         A educação para o desenvolvimento sustentável;

3.         A paz e os direitos do homem;

4.         A aprendizagem intercultural.

O que é o PEA/UNESCO


O que é o PEA/UNESCO

O PEA/UNESCO é uma Rede de Escolas Associadas da UNESCO, RedePEA, criada para promover, nos estabelecimentos escolares, os ideais da UNESCO, expressos em sua Constituição de trabalhar pela paz e a cooperação internacional visando a promoção da educação, da ciência e da cultura.

As escolas associadas atendem a esta missão mediante a inovação pedagógica, a melhoria dos processos de aprendizagem e a cooperação internacional. Contribuem, em particular, colocando em prática os objetivos da Educação para todos, definida pelo Quadro de ações de Dakar, notadamente aquele relativo à qualidade da educação.

Lançado pela UNESCO em 1953, com 33 escolas secundárias em 15 Estados-Membros, o Programa Escolas Associadas conta hoje com mais de 7.700 instituições educacionais em 175 países.