terça-feira, 23 de abril de 2013

Ginásio Experimental Poliglota



Falar Árabe agora não soa tão estranho para alunos da rede municipal da Ilha do Governador, zona norte do Rio. Isso porque o Ginásio Experimental Carioca Anísio Teixeira criou, no primeiro
bimestre deste ano, o projeto Poliglotas – que além da língua semítica, ministra inglês e espanhol.
A iniciativa teve início com a parceria entre a Secretaria Municipal de Educação (SME) e a Fundação Qatar, que fomenta o desenvolvimento da pesquisa científica, esportiva e educacional em diversos países.
Representantes da própria fundação procuraram a SME com o objetivo de realizar uma
parceria de ensino do Árabe, língua oficial do país localizado no noroeste da Península
Arábica.
De acordo com a diretora da unidade pertencente à 11ª CRE, Celi Conceição, o projeto é
pioneiro na metodologia dos GECs.“Inicialmente, 11 Ginásios foram escolhidos para desenvolver a
mesma programação.
Ao iniciar o trabalho cada um tomou uma identidade própria e assim surgiram os GEC´s
temáticos: Novas Tecnologias (GENTE), Artes, Olímpico e o Poliglota”, afirmou

Ainda de acordo com Celi, as aulas são ministradas após o horário de funcionamento
normal da escola. O curso de Árabe é realizado diariamente; já os idiomas de Inglês e Espanhol, duas vezes
por semana.
“A aceitação do Árabe foi ótima.Por isso expandimos para os funcionários e professores da
escola, que já estão cursando”, disse Celi.
O grande interesse foi tanto uma surpresa para a direção, como para a Fundação Qatar,
conforme analisou a professora Marcela Cordeiro, que também é educadora global da
instituição.“O Árabe não pertence ao tronco linguístico das línguas latinas. O alfabeto é diferente,
escrito da direita para esquerda, e não faz parte do dia a dia dos alunos. Mas vejo como
algo desafiante e desenvolvo a habilidade dos alunos usando métodos interativos”.

Novas Tecnologias

Os cursos de Inglês e Espanhol também contam com o uso das novas tecnologias. Os
materiais são confeccionados exclusivamente pelos próprios professores do programa
Poliglota, com uso de vídeos, músicas - seguindo uma metodologia baseada na abordagem
comunicativa.Esse método permite que o aluno se comunique na língua estrangeira, mesmo com
possíveis erros.
“O professor utiliza técnicas variadas e corrige em momentos específicos, sem interromper
o aluno, para não inibir sua produção oral”, explicou Tatiana de Almeida, professora de
inglês.
A professora de espanhol Roseana Guimarães, que foi interprete da Colômbia no
Panamericano de 2007, também acredita na força das Novas Tecnologias na educação.
“É muito importante durante o processo de aprendizagem criar um ambiente com
intercâmbio entre os alunos e pessoas nativas de outros países, através de palestras em
sala de aula, com o uso de programas como o Skype e as redes sociais”.
Vídeo:Aula de Árabe, Inglês e Espanhol no GEC Anísio Teixeira, alunos do programa
Poliglota. http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=2u4TC0aP_JY
Além da metodologia baseada na plataforma tecnológica, a direção acredita que o interesse
aumentou devido à proximidade dos eventos esportivos de 2014 e 2016.“O ganho cultural é
evidente.Soma-se a isso a localização do aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim na
Ilha do Governador, o que facilita a troca cultural e possibilidades de emprego”.
O projeto promete reforçar o sentido do seu próprio nome: no futuro há possibilidade de
serem integrados os idiomas Francês e Mandarim.


Parabéns à equipe do GEC Poliglota! Pelo excelente trabalho desenvolvido com os
alunos, propiciando convivência e estreitamento entre culturas, através da
interatividade, do fomento à expressão pessoal e intercomunicação com o uso da
tecnologia!

A MATÉRIA ACIMA, BEM COMO SUAS RESPECTIVAS ILUSTRAÇÕES SÃO DE INTEIRA RESPONSABILIDADE DA ESCOLA  Ginásio Experimental Carioca Anísio Teixeira


quarta-feira, 17 de abril de 2013

Mundo pós 2015: identificando prioridades.


As Nações Unidas estão realizando consultas em todo o Brasil para saber qual a prioridade da população para melhorar o País e o mundo.

Para isso, desde fevereiro estão sendo organizados encontros com representantes de grupos da sociedade – como jovens, populações indígenas, pessoas com deficiência, população LGBT etc –, além de debates nas cinco regiões brasileiras. Nestes eventos, os participantes são convidados a discutir sobre as três mudanças que consideram necessárias para melhorar as suas vidas e as de suas comunidades e como elas podem ser implementadas.
A educação aparece como prioridade para todos os segmentos consultados. Entre as sugestões apresentadas para melhorar a qualidade está a fiscalização orçamentária; a valorização da educação básica; capacitação de professores, aliada ao aumento de salário e redução de carga horária; escola de período integral e gratuita para todos; campanhas de incentivo à leitura; preservação da diversidade linguística e de identidades culturais no currículo escolar; implementação de ações de segurança e defesa civil nas escolas; e fortalecimento da gestão participativa, entre outras medidas.
Outro assunto que aparece com frequência na pesquisa é saúde — os grupos sugerem que se trabalhe mais a área de saúde preventiva e que sejam realizadas melhorias na saúde pública (incluindo a saúde mental) e no saneamento básico. Foi também destacada a importância da promoção da transparência na gestão desta área e que sejam destinados mais investimentos.
As pesquisas compiladas são disponibilizadas imediatamente no site
www.worldwewant2015.org/pt-br/Brazil2015
As consultas também foram feitas através de questionários via site da ONU e da Secretaria-Geral da Presidência. 
Fonte:http://www.onu.org.br/onu-consulta-brasileiros-para-identificar-prioridades-para-o-mundo-pos-2015/

OIT destaca direitos conquistados por trabalhadoras domésticas no Brasil.


A Organização Internacional do Trabalho (OIT) destacou no dia 02/04 a emenda constitucional brasileira que garante direitos iguais para as trabalhadoras e trabalhadores domésticos em relação a outras categorias. A medida foi aprovada por unanimidade pelo Senado Federal no final de março. Segundo a agência, 6,6 milhões de trabalhadoras domésticas no país — a maioria, 6,2 milhões, são mulheres — estão agora protegidas pela nova lei.
A emenda estabelece 16 novos direitos para a categoria, como o pagamento de horas extras e o máximo de oito horas de trabalho por dia e de 44 horas por semana. Algumas das mudanças já entraram em vigor na terça-feira dia 2 de abril e outras terão que ser regularizadas, incluindo a indenização em caso de demissão sem justa causa.
A OIT lembrou que esta é a mais recente de uma série de alterações legislativas no mundo após a adoção pela agência, em junho de 2011, da Convenção da OIT nº 189 eRecomendação nº 201 sobre emprego decente para as trabalhadoras domésticas.
Desde a adoção da Convenção, nove países aprovaram novas leis ou regulamentos para melhorar os direitos laborais e sociais dos trabalhadores domésticos, incluindo Venezuela, Barein, Filipinas, Tailândia, Espanha e Cingapura. As reformas legislativas também começaram na Finlândia, Namíbia, Chile e Estados Unidos, entre outros.
Até agora quatro países ratificaram a Convenção 189 — Uruguai, Filipinas, Maurício e Itália. Vários outros já iniciaram o processo de ratificação, incluindo África do Sul, Costa Rica e Alemanha.
A Argentina também aprovou uma lei em março que limita o horário de trabalho e garante férias anuais remuneradas e licença maternidade para as trabalhadoras domésticas. O Parlamento indiano incluiu a classe na legislação para erradicar o assédio sexual no trabalho.
De acordo com um estudo da OIT de janeiro de 2013, intituladoTrabalhadores Domésticos em todo o mundo, pelo menos 52,6 milhões de pessoas no planeta — principalmente as mulheres — são empregadas como trabalhadoras domésticas. Somente 10% destas estão cobertas pela legislação geral do trabalho em igualdade com profissionais de outras categorias.
Dos 52,6 milhões de trabalhadores domésticos no mundo, 83% são mulheres, 29, 9% são excluídos da legislação nacional, 45% não tem direito a descanso semanal e férias anuais remuneradas e mais de um terço das domésticas não têm proteção de maternidade. Na região da Ásia e Pacífico estão concentrados 21, 4 milhões desses profissionais, na América Latina e Caribe 19,6 milhões, na África 5,2 milhões, nos países desenvolvidos 3,6 milhões e no Oriente Médio 2,1 milhões.
Fonte:http://www.onu.org.br/66-milhoes-de-trabalhadoras-domesticas-ampliam-direitos-no-brasil-destaca-oit/

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Surpreendente: dos 7 bilhões de habitantes, 6 bi têm celulares, mas 2,5 bi não têm banheiros.


O Vice-Secretário-Geral da ONU, Jan Eliasson, lançou um apelo para reverter a situação de um planeta onde há mais celulares do que banheiros — e onde 2,5 bilhões de pessoas não têm saneamento básico.
Eliasson pediu para que governos, empresas e organizações internacionais se mobilizem e realizem ações mensuráveis para aumentar rapidamente o acesso ao saneamento básico.
O chamado para a ação, feito na véspera do Dia Mundial da Água, 22 de março, pretende centrar-se em ações que visem a melhoria da higiene, mudança das normas sociais, melhor gestão de dejetos humanos e águas residuais e, até 2025, elimine completamente a prática da defecação a céu aberto, que perpetua o ciclo vicioso de doença e pobreza enraizada.
Entre a população mundial — atualmente de 7 bilhões de pessoas — 6 bilhões têm telefones celulares. No entanto, apenas 4,5 bilhões têm acesso a banheiros ou latrinas, o que significa que 2,5 bilhões de pessoas — principalmente em áreas rurais — não têm saneamento básico adequado. Além disso, 1,1 bilhão de pessoas ainda defecam a céu aberto.
“Vamos enfrentar este problema sobre o qual as pessoas não gostam de falar. Mas ele é diretamente ligado à saúde, a um ambiente limpo, à dignidade humana fundamental para bilhões de pessoas e para atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). Faltam pouco mais de mil dias para o prazo dos ODM, e temos uma janela única de oportunidade para entregar uma mudança geracional”, disse Eliasson.
Os países onde a defecação a céu aberto é amplamente praticada são os mesmos países com o maior número de mortes de crianças com menos de 5 anos, com altos níveis de subnutrição e de pobreza e com grandes disparidades de riqueza.
“Nós podemos reduzir para um terço os casos de diarreia em crianças menores de cinco anos simplesmente ampliando o acesso das comunidades ao saneamento e eliminando a defecação ao ar livre”, disse o Vice-Diretor Executivo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Martin Mogwanja.
“Na verdade, a diarreia é a segunda maior causa da morte de crianças menores de cinco anos no mundo em desenvolvimento e isso é causado em grande parte pela falta de saneamento e higiene inadequada.”
Fonte: http://www.onu.org.br/onu-dos-7-bilhoes-de-habitantes-do-mundo-6-bi-tem-celulares-mas-25-bi-nao-tem-banheiros/

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Setor de água é particularmente vulnerável à corrupção, alerta agência da ONU


O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC
) destacou nesta sexta-feira (22) os efeitos negativos que a corrupção tem na gestão da água doce.
Segundo a agência da ONU, a corrupção no setor da água é uma grande preocupação. “Seja em se tratando de água para energia, para beber ou para saneamento, a água como um bem consumível é uma necessidade humana básica”, destacou um comunicado.
“Infelizmente, é também um bem pelo qual milhões de pessoas têm que lutar diariamente. Quando dinheiro é desviado para ganho pessoal, as pessoas continuam a depender de fontes de água inseguras e poluídas para a higiene, o consumo e o preparo de alimentos”, alertou a agência.
O setor da água é particularmente vulnerável à corrupção por várias razões, indicou o UNODC – a mais notável é o grande número de atores envolvidos na área, incluindo os de diversos níveis do serviço público e do setor privado. “Quando muito dinheiro está envolvido e há uma falta de transparência, a negociação de contratos, alocações, acordos e licenças é afetada”, diz o comunicado.
A corrupção também pode aumentar os custos de construção de infraestrutura de água em até 40%, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Isso equivale a um adicional de 12 bilhões de dólares por ano necessários para fornecer água potável segura e saneamento em todo o mundo.
Grandes projetos de infraestrutura de água como represas, canais, túneis, poços e drenos também são altamente lucrativos e muito cobiçados, afirmou o UNODC. “A energia hidroelétrica, por exemplo, que exige grandes investimentos e trabalhos de engenharia altamente complexos, é uma área que pode atrair operadores inescrupulosos e gerar corrupção em processos de aquisição.”
O UNODC ressaltou a importância de promover a Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção e ajudar os países a implementar plenamente as suas recomendações.
O Dia Mundial da Água é comemorado todo ano em 22 de março, como forma de atrair atenção para a importância da água doce e defender o manejo sustentável desse recurso. Em cada ano o Dia Mundial da Água destaca um aspecto específico da água doce e, em 2013, a data é dedicada ao tema da cooperação em torno da água.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Seminário Água, Comunicação e Sociedade no Ano Internacional de Cooperação pela Água



A Agência Nacional de Águas, a Unesco e as Secretarias de Meio Ambiente e Recursos Hídricos e de Cultura do Governo do Distrito Federal promovem o seminário Água, Comunicação e Sociedade no Ano Internacional de Cooperação pela Água, em 22 de março, Dia Mundial da Água, no Museu da República, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

Aberto a todos os interessados, o Seminário reúne especialistas e comunicadores em um espaço aberto para troca de experiências e debates, com o objetivo de divulgar como é feita a gestão dos recursos hídricos no Brasil, dar visibilidade a ações de cooperação e mobilização para ações que envolvem a boa gestão e o uso sustentável da água e envolver a sociedade nas discussões sobre o crescente desafio para garantir água em quantidade e qualidade a todos.

A água é vital para a manutenção da vida, do bem estar e para o desenvolvimento social e econômico, mas as fontes do planeta são limitadas. Em todos os cenários, lidar com água demanda colaboração: é apenas por meio da cooperação que poderemos no futuro obter sucesso ao gerenciar nossas fontes finitas e frágeis de água, que estão sob crescente pressão exercida pelas atividades de uma população mundial em crescimento que já ultrapassa sete bilhões de pessoas. Por isso, em dezembro de 2010, a Assembleia Geral das Nações Unidas declarou 2013 o Ano Internacional das Nações Unidas da Cooperação pela Água e designou a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) para coordenar as ações.

Realizado anualmente pela Agência Nacional de Águas (ANA) com apoio da Secretaria Nacional de Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, o seminário Água, Comunicação e Sociedade busca cumprir o programa IV.3 do Plano Nacional de Recursos Hídricos, que prevê a realização de encontros nas bacias hidrográficas para unir comunicadores e sociedade com o fim de divulgar e fortalecer o Sistema Nacional do Gerenciamento de Recursos Hídricos (Singreh). Em março de 2013, a edição especial em comemoração pelo Ano Internacional de Cooperação pela Água é realizada em parceria com a Unesco e o governo do Distrito Federal, com apoio da Reata, da CEB, do WWF, do programa Água Brasil, dos Correios e do Museu da República.

PROGRAMAÇÃO

13:00Abertura da secretaria14:00Boas vindas, lançamento do selo comemorativo dos Correios para o Ano Internacional de Cooperação pela Água e da IV Conferência Nacional de Meio Ambiente e assinatura de cooperação entre Ministério do Meio Ambiente, ANA e Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República.15:00Palestra de abertura: A água como vantagem competitiva no mundo globalizado - Dal Marcondes, diretor-executivo da Agência de Notícias Envolverde16:15Palestra sobre a Política Nacional de Recursos Hídricos - Lupércio Ziroldo Antonio, Presidente da Rede Brasil de Organismos de Bacia (REBOB)Debate 17:30 Apresentação de boas práticas:
- Caminho das Águas – Eduardo Brandão, secretário de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do DF

- Cultivando Água Boa – Nelton Friedrich, diretor de Coordenação e Meio Ambiente da Itaipu Binacional

- Bacia do Prata - Vítor Pochat, Consultor do Programa Hidrológico Internacional (PHI) da Unesco

Debate 20:00Pré-lançamento da Exposição Aqua21: Água e Cooperação 20:30Apresentações culturais: Performance indiana e Banda Pé de Cerrado

Para se inscrever acesse http://seminarioagua.ana.gov.br/2013/

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

ONU convida internautas para debate sobre sustentabilidade ambiental

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) lançaram o debate virtual Sustentabilidade Ambiental para o Mundo que Queremos. As consultas sobre como ajudar o desenvolvimento nos próximos anos estão abertas ao público até 1º de março.

O debate integra a primeira fase de uma consulta global para estabelecer um olhar mais amplo sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), além de discutir novas ideias e experiências sobre a sustentabilidade ambiental.

Os organizadores da consulta recomendam a leitura do documento-base com informações que podem auxiliar na formulação das sugestões. É possível dar a sua contribuição em português ou em outro idioma de sua escolha.

A sustentabilidade ambiental foi apontada pelo Grupo de Trabalho da ONU para a Agenda de Desenvolvimento Pós-2015 como uma das principais dimensões que devem influenciar as políticas de desenvolvimento pós-2015 – em conjunto com o desenvolvimento social, a economia inclusiva e promoção da paz e segurança. O tema foi debatido na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), realizada em junho de 2012 no Rio de Janeiro.

Para participar da consulta, clique aqui.

Fonte: http://www.onu.org.br/onu-convida-internautas-para-debate-sobre-sustentabilidade-ambiental/

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Crise no Mali

Entenda a crise


Localizado no coração da África Ocidental, Mali é um vasto país encravado na região do Sahel. A situação política e social havia melhorado durante a última década com eleições democráticas realizadas pacificamente desde 1992.
No entanto, a situação de segurança agora é volátil, com um golpe em março de 2012 e grupos armados controlando as três regiões mais ao norte: Kidal, Gao e Timbuktu. Isto causou movimentos populacionais dentro do Mali e também para países vizinhos.
O Mali enfrenta desafios significativos em setores-chave para o desenvolvimento e é o 175º colocado entre 187 países avaliados pelo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Cerca de 69% da população vive abaixo da linha de pobreza e mais de um quinto das crianças em idade escolar não frequentam aulas, três quartos das quais são meninas.
Mais de 80% da população rural depende da agricultura de subsistência e da criação de animais.

Limitada terra arável, clima imprevisível, desastres naturais (incluindo seca, infestações de gafanhotos e inundações), degradação ambiental e a flutuação de preços das matérias-primas levaram a numerosos desafios de segurança alimentar e saúde a essas populações.
As crianças são as mais afetadas por esses desafios. A prevalência de desnutrição global aguda entre as crianças com menos de 5 anos é de 15%, segundo a última pesquisa demográfica e de saúde no Mali.

Missão de Paz da ONU

O Conselho de Segurança da ONU autorizou no dia 20 de dezembro de 2012 o envio da Missão de Suporte Internacional liderada pela África no Mali (AFISMA). Com mandato inicial de um ano, prestará assistência às autoridades na recuperação de regiões controladas por rebeldes e na restauração da unidade do país. Clique aqui para ler a íntegra do comunicado e da resolução do Conselho.
Sob o Capítulo VII da Carta da ONU, que permite o uso da força diante de ameaça à paz ou agressão, o Conselho incumbiu a AFISMA de contribuir com a reconstrução das forças de segurança e defesa do país, assim como na redução de ameaças impostas por grupos terroristas. A Missão será liderada pela União Africana e pela Comunidade Econômica do Estados da África Ocidental (ECOWAS), com apoio logístico e financiamento da ONU.
A Missão será responsável por apoiar as autoridades na proteção de civis e na criação de um ambiente seguro para o envio de assistência humanitária liderado por civis, além do regresso voluntário de deslocados e refugiados. O Conselho também instou as autoridades de transição do Mali a finalizarem o roteiro de transição por meio de amplo e inclusivo diálogo político, restaurar totalmente a ordem constitucional e a unidade nacional, também pela realização de eleições pacíficas, inclusivas e críveis até abril de 2013 ou tão logo seja tecnicamente possível. O órgão também exigiu que os rebeldes cortem os vínculos com grupos terroristas e pediu que as autoridades de transição iniciem negociações com os que romperem tais laços.

Como ajudar

Você pode fazer doações para duas das diversas agências que estão atuando no país: o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) — clique aqui para acessar — ou para o Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU — clique aqui para acessar e selecione “Sahel” como destino.

Fonte: http://www.onu.org.br/mali/

Brasil doa 500 toneladas de arroz a programa alimentar da ONU na Bolívia

Através do seu embaixador na Bolívia, o Governo brasileiro realizou a doação de 500 toneladas de arroz para o Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Nações Unidas para alimentação escolar e para ajudar famílias afetadas por desastres naturais recorrentes em áreas rurais.

Esta doação é especialmente importante por ser parte da Cooperação Sul-Sul entre a Bolívia e o Brasil, e porque é uma doação em comida esperada há tempo pelo PMA na Bolívia.

Destino da doação

Trezentas toneladas de arroz doados irão para o programa de alimentação escolar implementado pelo Ministério da Educação, através do qual cerca de 20 mil crianças em idade escolar nas áreas rurais serão beneficiadas ao longo de 2013, no âmbito do Programa País 2013-2017 apoiado pelo PMA.

As restantes 200 toneladas de arroz serão utilizadas para alimentar famílias rurais e agricultores atingidos por desastres naturais recorrentes na região, a fim de protegê-los e amenizar as perdas na produção como parte da operação de recuperação prolongada do PMA, em coordenação com o Vice-Ministério de Defesa Civil.

Participaram da cerimônia de entrega da doação o Ministro da Educação, Roberto Aguilar; o Vice-Ministro de Defesa Civil, Oscar Cabrera; o Embaixador da República Federativa do Brasil, Marcel Fortuna Biato; e o Representante do PMA na Bolívia, Sergio Torres.

Para outras informações e sobre a disponibilidade para entrevistas, por favor entre em contato (email: nome.sobrenome@wfp.org)

Fonte: http://www.onu.org.br/brasil-dia-500-toneladas-de-arroz-a-programa-alimentar-da-onu-na-bolivia/

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Prêmio Inovar para crescer: um olhar cuidadoso sobre o potencial dos nossos alunos.



Buscar maneiras de tornar as aulas mais dinâmicas é prática comum nas instituições de ensino. Ensinar matérias como Física, Química e Biologia com atividades dentro de salas de aula é algo que ainda ocorre, mas os educadores estão explorando maneiras novas de aplicar essas matérias. Como resultado, o que se vê são os jovens estudantes mostrando todo o seu potencial.

Muitas escolas investem em equipamentos e espaços cada vez maiores para construírem laboratórios para aulas práticas de diversas matérias. Projetos são desenvolvidos e, muitas vezes, surpreendem pela simplicidade e pela eficiência. A inovação na formação dos estudantes é real e muitos empresários já começam a olhar essa nova fonte de ideias.

Uma amostra do quanto as escolas estão investindo no desenvolvimento do espírito inovador de seus estudantes foi a exposição dos melhores trabalhos elaborados para o Programa Inovar para Crescer (Pince), uma iniciativa do Conselho Empresarial de Inovação e Tecnologia da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ).

Os trabalhos elaborados por estudantes de várias regiões do estado mostram que o investimento que os colégios estão fazendo na formação dos seus alunos pode render projetos simples, baratos e eficientes para a sociedade.

O Pince é realizado em parceria com o Serviço de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae). Na exposição, foram apresentados projetos de turmas do ensino fundamental e médio, na modalidade de ensino normal e de Ensino para Jovens e Adultos (EJA). Preservação ambiental foi o principal tema dos projetos. A busca por sustentabilidade, reciclagem do lixo e a melhor utilização dos recursos naturais pode ser notada.

Um dos trabalhos que mais chamou a atenção foi desenvolvido pela Escola Técnica Estadual Henrique Lage, uma das unidades de ensino da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), e chama-se Ecobebedouro. A lógica do trabalho é simples. Ao invés de ligar o bebedouro à corrente elétrica, a fonte de energia viria da energia solar. Uma placa para a captação dessa energia foi colocada no aparelho.

"O trabalho desenvolvido por nós estudantes foi de criar algum projeto que fosse eficiente e que pudesse ser utilizado sem grandes custos. Esse Ecobebedouro funciona da mesma forma que os bebedouros tradicionais, mas utiliza uma fonte de energia mais barata. Essa ideia pode ser utilizada em outros objetos, bastando algumas adaptações", diz a estudante Laura Beatriz, do 3º ano do ensino médio da instituição.

Além de projetos ligados ao meio ambiente, alguns trabalhos buscavam o bem-estar da população. Alunos do 1º ano do ensino médio do Colégio Israelita Brasileiro A. Liessin foram os responsáveis pelo projeto "Solução para Idosos". Trata-se de uma almofada com um sistema capaz de ajudar pessoas com mais idade a se levantarem sem grandes problemas.

"O trabalho, na verdade, nasceu da observação. É um projeto simples, barato e que vai ajudar muita gente. Pessoas com problemas nos joelhos terão um aparelho que vai poupá-las das dores e das dificuldades que elas possuíam no momento de se levantarem. Uma peça, abaixo da almofada, impulsiona a pessoa, fazendo-a se erguer sem dificuldades", diz Eduardo London, um dos responsáveis pela invenção. Sua companheira de projeto explicou a nova forma de ensino do colégio.

"O A. Liessin tem essa prática de propor aos alunos se reunirem e desenvolverem projetos. Temos uma estrutura muito boa no nosso colégio e os professores nos incentivam muito. Todas as turmas realizam algum trabalho. Isso nos motiva muito", diz Nicole Aronovich, também aluna do 1º ano do ensino médio.

O ensino mais prático das matérias acaba proporcionando uma maior interação entre os estudantes. Reunir grupos em laboratórios e incentivar o trabalho coletivo também fora dos limites da escola é algo que prepara o aluno para grandes desafios. A escola Mercúrio fez um trabalho no qual essas ações foram recorrentes.

"Nosso trabalho foi criar uma bateria auto renovável. A quantidade de baterias, de celular e de outros eletrônicos, jogados nos lixões é muito grande. Essa bateria ainda tem pouca duração, mas é algo que pode ser desenvolvido. Foi um trabalho de um grupo inteiro, de pessoas que sabiam da responsabilidade de cada um dentro do projeto. É algo que é marcante porque sabemos como todos se esforçaram e como nos ajudamos por esse trabalho", diz Mayara Gonçalves Nascimento, da turma técnica de Química.
 

 
Aproximação com aluno é um ponto importante

O ensino mais prático é utilizado pelos professores para uma melhor observação dos seus alunos. Além disso, ele é uma maneira de manter o interesse dos estudantes, uma vez que as aulas são mais dinâmicas e estimulam a participação dos jovens.

Professor da turma de eletrotécnica da ETE Henrique Lage, Claudson Machado destaca a importância de despertar o interesse dos estudantes por mais ensino. Para ele, cobrar dos alunos mais estudo é algo necessário para que eles não percam o foco.

"Hoje em dia, é importante aproveitar os recursos que o mundo nos dá. A atual geração precisa ser vista de perto. O interesse em namorar, sair, viajar, é algo natural. Quando o colégio propôs o projeto do ecobebedouro, no entanto, sabíamos do desafio que seria. O convívio com eles é diferente e a forma de cobrar também. Os professores acabam ensinando algo além da matéria. Mostramos a maneira de agir, de falar, de se portar."

A questão do incentivo também é destacada. Muitas vezes, projetos propostos por professores em sala de aula agregam o grupo de estudantes, que se vê desafiado a alcançar o objetivo.

"Os professores devem utilizar as exposições de trabalhos para mexer com a turma. Fazer um projeto e ser premiado por ele é algo que faz os alunos se esforçarem bastante. É um incentivo. Os jovens se unem por um objetivo e se organizam para atingi-lo fazendo um projeto vencedor", diz Rodrigo Mariath, professor de Ciências das turmas de ensino fundamental do Colégio Israelita Brasileiro A. Liessin. O pensamento de Rodrigo é parecido com o do professor Rodrigo Marcos da Silva, das turmas de Química do Colégio Mercúrio.

"O fato de você estimular os estudantes a se unirem em torno de algum objetivo e dar ferramentas para isso é algo muito construtivo. Existe a questão do ensino prático da matéria, que sempre desperta mais interesse do que o ensino teórico, mas também tem o preparo para o futuro do jovem. Ele deve aprender a conviver com o grupo. Isso é cobrado quando grandes trabalhos são realizados", diz o professor, responsável pelo projeto "Bateria Auto Renovável".
 

 
Pince mostra o potencial dos jovens

Gerar interesse pelo empreendedorismo é algo que pode trazer bons frutos para o país. Capacitar os jovens desde cedo e despertar o desejo deles buscarem soluções para problemas com criatividade e empenho é um desafio complicado, mas que pode ajudar o desenvolvimento. Para Celso Niskier, presidente do Conselho de Educação da Associação Comercial do Rio de  Janeiro (ACRJ), o momento é propicio para o estímulo ao espírito empreendedor dos jovens.

"O Brasil está ganhando destaque por seu desenvolvimento. Se soubermos incentivar a educação empreendedora desde cedo, as grandes ideias que estamos vendo as novas gerações terem serão aproveitadas por brasileiros. É preciso olhar com atenção para os nossos jovens e apostar no espírito empreendedor deles, porque o desenvolvimento do país pode vir da cabeça deles", diz Celso.

Para o educador, é preciso que empresários, investidores e colégios se aproximem dos estudantes. O fato do país ter jovens com grandes ideias, mas que acabam levando seus projetos para outros países, é algo que pode ser evitado.

"Um programa como o Pince torna público o trabalho e as ideias dos empreendedores juvenis brasileiros. Isso é importante para evitar a evasão de ideias que o país sofre. Somos conhecidos por termos mentes brilhantes no país, mas que só conseguem desenvolver seus projetos em outros países. Isso é uma pena. Além do incentivo à educação empreendedora, devemos fazer exposições e premiações como está para chamar atenção dos empresários e investidores para os estudantes", diz o
presidente, que completa, em seguida.

"Quem quer investir, muitas vezes vai até as universidades. O Pince mostra que também devemos visitar as escolas. Precisamos escutar as ideias desses estudantes. Do contrário, o talento deles será desperdiçado. É preciso apoiá-los. É preciso estruturar as escolas e acreditar no potencial e no talento deles."

Para Edison Borba, coordenador do Prêmio Inovar para Crescer, o ensino das escolas deve buscar a inovação. Os estudantes devem trabalhar todos os conteúdos programáticos estabelecidos pelo Ministério da Educação, mas é importante também que as escolas se preocupem em fazer o aluno pensar coisas novas para ajudar a sociedade.

"O que nós estamos mostrando no Pince é que é necessária a criação da 'Escola Nova'. Não queremos que o formato atual de ensino acabe. Temos a intenção de mostrar que é necessário modificá-lo. É preciso trazer o aluno para a realidade social. Eles devem pensar em soluções para o mundo no qual vivemos. Os estudantes precisam saber como utilizar, de maneira prática, o que eles aprendem", diz Edison, salientando a importância dos professores logo em seguida.

"Os professores devem entender que eles são os maiores incentivadores desses jovens. Se o educador estiver estimulado à incentivar o empreendedorismo, os estudantes também estarão. E o papel dos empresários é de olhar com carinho para essas crianças e adolescentes. Não é apenas nas universidades que existem pessoas com boas ideias", completa o coordenador.

Fonte:http://www.folhadirigida.com.br/fd/Satellite/educacao/reportagens-especiais/A-inovacao-no-dia-a-dia-das-escolas-2000034491706-1400002102372

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

"Coragem aos cuidados de: Resgate durante o Holocausto"

Todo ano, cerca de 27 de Janeiro, a UNESCO presta homenagem à memória das vítimas do Holocausto. Esta data marca o aniversário da libertação da Concentração Nazista Alemão e campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau pelas tropas soviéticas em 1945.  

O regime nazista e seus colaboradores assassinaram cerca de seis milhões de homens judeus, mulheres e crianças, durante a Segunda Guerra Mundial, em uma tentativa sistemática para destruir os judeus europeus.

A história do genocídio perpetrado durante a Segunda Guerra Mundial não pertence ao passado apenas. É uma 'história viva' que nos preocupa a todos, independentemente da nossa formação, cultura ou religião. Outros genocídios ocorreram depois do Holocausto, em vários continentes. Como podemos tirar lições melhores do passado? Irina Bokova, Diretor Geral da UNESCO  
Eles também perseguidos e mortos milhões de outros, tais como os ciganos e Sinti, pessoas com deficiência, opositores políticos, homossexuais e membros de inúmeros outros grupos, movidos por uma ideologia racista.

Em 2013, o tema escolhido pela Organização das Nações Unidas para este Dia Internacional é "A Coragem de Cuidar: Resgate durante o Holocausto". Ele destaca as ações excepcionais de indivíduos ou grupos que contribuíram para salvar os judeus das garras da Alemanha nazista. Em contraste com a maioria indiferente, eles se recusaram a ficar por enquanto inocentes estavam sendo assassinados e que tomou medidas, apesar tremendo perigo. Essas histórias de resgate são raros, mas fornecem fortes evidências de que a ação é sempre possível em face da injustiça e de violações graves de direitos humanos.

Educação Holocausto

Ensinar e aprender sobre o Holocausto chama a atenção para questões que são centrais na missão da UNESCO para construir a paz e promover os direitos humanos. UNESCO trabalha com os seus Estados-Membros, em um esforço para desenvolver programas educacionais para ensinar as novas gerações as lições do Holocausto a fim de ajudar a prevenir futuros atos de genocídio, de acordo com a Assembléia Geral da ONU resolução 60/7 e Conferência Geral da UNESCO resolução 61 em "memória do Holocausto".

Atividades

A UNESCO está apresentando exposições que ilustram a específica "resgate" dimensão da história do Holocausto. Duas exposições serão dedicadas, respectivamente, para os casos particulares da Bulgária e da Dinamarca, em que partes importantes da sociedade reagiu para proteger a população judaica de deportações. Outra exposição, especialmente preparado para esta ocasião pela Universidade do Sul da Califórnia Shoah Foundation, apresenta testemunhos em vídeo de sobreviventes que foram resgatados durante o Holocausto. 

Uma cerimônia especial em 28 de Janeiro contará com personalidades de destaque, como o ministro da Educação francês Vincent Peillon e advogado, historiador e caçador de nazistas Serge Klarsfled.  
Presidente da Bulgária Rossen Plevneliev é convidado de honra deste dia especial e irá falar durante a cerimônia. 

A Organização eo Escritório do Assessor Especial das Nações Unidas para a Prevenção do Genocídio também estão organizando um painel de discussão de alto nível sobre o ensino do Holocausto e da Prevenção do Genocídio, com o apoio do Reino da Bélgica. A conferência terá lugar na sede da UNESCO em 28 de janeiro. Estudiosos do Holocausto e do genocídio irá discutir os desafios futuros para melhor desenvolver a educação sobre o Holocausto e integrar a prevenção do genocídio. Nações de Sub-Secretário Geral Sr. Adama Dieng irão participar neste evento público e destacar a importância de sensibilizar os jovens e os decisores políticos sobre o perigo de que o genocídio ainda hoje representa.  

Além disso, a UNESCO irá realizar uma videoconferência em parceria com o Memorial da Shoah em 21 de janeiro, com jornalistas e outros profissionais de mídia se reuniram nos escritórios de campo de Bujumbura, Dakar, Kinshasa, Libreville e Yaoundé. A discussão será introduzido por Yves Ternon, estudioso genocídio, e irá incluir um testemunho da Sra. Ginette Kolinka, sobrevivente do Holocausto.

MINEPS V - 2013

Com base no sucesso das edições anteriores, ministros e altos funcionários do governo de todos os Estados da UNESCO se reunirão em Berlim (Alemanha) de 28-30 maio de 2013, a 5 ª Conferência Internacional de Ministros e Altos Funcionários Responsáveis ​​pela Educação Física e Esporte (MINEPS V ), juntamente com os principais intervenientes do mundo do desporto, para enfrentar os desafios mais urgentes nas políticas desportivas internacionais e tornar a acção orientados recomendações.

Temas-chave
Os seguintes temas-chave foram propostas pelo Comitê Intergovernamental da UNESCO para a Educação Física e Esporte ( CIGEPS ):
  • Acesso ao esporte como um direito fundamental de todos
    • Acesso de mulheres e meninas;
    • Inclusão de pessoas com deficiência.
  • Promoção de Investimento no Esporte e Programas de Educação Física
    • Promover a educação de qualidade física;
    • Esporte mega e sua sustentabilidade.
  • Preservando a integridade do desporto
    • Compromisso com os valores do esporte ea luta contra a manipulação de resultados, apostas ilegais, doping e corrupção no esporte.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

UNICEF pede fim de recrutamento de crianças por grupos armados na República Centro-Africana


O Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF) apelou hoje (4) para a República Centro-Africana (RCA) para que impeça o recrutamento de crianças por grupos rebeldes e milícias pró-governo em meio a denúncias de uso crescente dessa prática. O Representante do UNICEF para a RCA, Souleymane Diabate, lembrou que tanto as milícias quanto os rebeldes estão mais ativos nas últimas semanas em todo o país, e que fontes confiáveis afirmaram que crianças são recrutadas por esses grupos.
“A nossa equipe na região está trabalhando com parceiros para monitorar, verificar e responder a graves violações dos direitos das crianças, incluindo o recrutamento por grupos armados”, acrescentou Diabate.
Segundo o UNICEF, antes mesmo da última rodada de violência eclodir na RCA, em dezembro, 2.500 meninos e meninas estavam associados com vários grupos armados, incluindo grupos de autodefesa. A agência afirmou que este número vai subir em razão do recente conflito.
Nas últimas semanas, o grupo rebelde Séléka atacou várias cidades no nordeste da RCA, realizando saques e espalhando a violência, além de ameaçar uma marcha para a capital Bangui. Esta semana, o Séléka teria parado seu avanço para a capital e concordou em iniciar negociações de paz com o governo no Gabão.
O país da África tem um histórico recorrente de instabilidade política e conflitos armados. A autoridade do Estado é fraca em muitas partes do país, em maioria controlado por grupos rebeldes e grupos armados criminosos.
Além das tensões étnicas no norte, a RCA sofre com as incursões armadas de rebeldes oriundos de nações vizinhas e da presença do grupo armado Exército de Resistência do Senhor (LRA), de Uganda.
Atualmente, há 170 mil pessoas deslocadas na República Centro-Africana. O UNICEF ressaltou que mais de 300 mil crianças já foram afetados pela violência no país e suas consequências, por meio do recrutamento, da separação da família, da violência sexual, do deslocamento forçado e do acesso limitado a serviços de educação e saúde.
Fonte:http://www.onu.org.br/unicef-pede-fim-de-recrutamento-de-criancas-por-grupos-armados-na-republica-centro-africana/

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

ONU pede debate social para proteção de mulheres na Índia após estupro de menina de 23 anos


Expressando profunda tristeza com a morte de uma mulher de 23 anos de idade, cujo estupro coletivo na Índia provocou protestos em todo o país, a Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, chamou para “um debate urgente e racional” que vise acabar com violência contra as mulheres no país.
“O que é necessário é uma nova consciência pública e a aplicação mais eficaz e sensível da lei, no interesse das mulheres”, disse ela, em meio a relatos da mídia de que a Índia ficou em luto dois dias depois de a mulher, uma estudante de fisioterapia, morrer em um hospital de Cingapura por ferimentos internos causados por seus violadores.
“O público está exigindo uma transformação nos sistemas que discriminam as mulheres para uma cultura que respeite a dignidade das mulheres na lei e na prática”, observou ela, de acordo com um comunicado do Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) em Genebra.
A mulher teria sido atacada depois de embarcar em um ônibus na capital indiana, Nova Déli, com seu namorado, que também foi atacado e ferido, mas sobreviveu. Seis homens foram acusados tanto do estupro quanto do assassinato da mulher e podem enfrentar a pena de morte caso condenados. ”Por mais terrível que seja o crime, a pena de morte não é a resposta”, advertiu Navi Pillay.
A Alta Comissária da ONU destacou que o ataque foi o último de uma série de casos de estupro, um fato refletido nas estatísticas que mostram que estupros relatados aumentaram 25% entre 2006 e 2011. Navi Pillay também apontou que os ataques estão ocorrendo contra as mulheres de todas as classes sociais.
Enquanto a vítima de 23 anos era supostamente da classe urbana em ascensão da Índia, Navi Pillay citou o estupro coletivo em outubro de uma menina de 16 anos de idade, da designação Dalit — um agrupamento tradicionalmente considerado como “intocável”.
Pillay saudou o anúncio feito pelo Governo indiano de criar uma Comissão de Inquérito sobre a segurança pública de mulheres em Nova Déli e um painel judicial para revisão do quadro legislativo da Índia sobre a violência contra as mulheres.
O Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, também expressou (30) “profunda tristeza” pela morte da jovem indiana, de acordo com seu porta-voz. “Ele oferece suas sinceras condolências a seus pais, familiares e amigos, e condena veementemente este crime brutal“, acrescentou o porta-voz em um comunicado divulgado na noite de sábado, 29 de dezembro.
“A violência contra as mulheres nunca deve ser aceita, nunca desculpada, nunca tolerada. Toda menina e mulher tem o direito de ser respeitada, valorizada e protegida”, acrescentou o porta-voz de Ban Ki-moon.
Fonte:http://www.onu.org.br/onu-pede-por-debate-social-para-protecao-de-mulheres-na-india-apos-estupro-de-menina-de-23-anos/

Por que um Ano Internacional da Cooperação pela Água 2013?



A água é essencial para a vida e o desenvolvimento, mas as fontes de água no planeta são limitadas. Em todos os cenários, lidar com água demanda colaboração: é apenas por meio da cooperação pela água que poderemos no futuro obter sucesso ao gerenciar nossas fontes finitas e frágeis de água, que estão sob crescente pressão exercida pelas atividades de uma população mundial em crescimento que já ultrapassa sete bilhões de pessoas.

A pressão sobre os recursos hídricos está aumentando com seu uso pela agricultura e pela indústria, com a poluição e a urbanização e com as mudanças ambientais e climáticas. A cooperação pela água assume muitas formas, desde a cooperação através de fronteiras para o manejo de aquíferos subterrâneos e bacias fluviais compartilhados, ao intercâmbio de dados científicos, à cooperação em uma vila rural para a construção de um poço ou para o fornecimento de água potável por meio de redes urbanas. Uma coisa é certa – a humanidade não pode prosperar sem a cooperação no manejo da água.

O desenvolvimento da cooperação pela água envolve uma abordagem que reúne fatores e disciplinas culturais, educacionais e científicas e deve cobrir diversas dimensões: religiosa, ética, social, política, legal, institucional e econômica. É um veículo para o intercâmbio, para a construção da paz e a fundação para um desenvolvimento sustentável.

Em dezembro de 2010, a Assembleia Geral das Nações Unidas declarou 2013 o Ano Internacional das Nações Unidas da Cooperação pela Água, em virtude da Resolução A/RES/65/154. Seguiu-se à proposta submetida por um grupo de países, iniciada pelo Tajiquistão. Foi decidido que o Dia Mundial da Água 2013, celebrado em 22 de março, também terá como tema a Cooperação pela Água. O tema é inédito, o que ressalta sua importância primordial e confere particular relevância a este 20º Dia Mundial da Água. Sua celebração oficial será oferecida pelo Governo dos Países Baixos em Haia.

Fonte: http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/about-this-office/single-view/news/unesco_launch_of_the_international_year_of_water_cooperation_2013_in_brazil/

2 de janeiro de 2013 · Destaque Os serviços de arquivo das Nações Unidas lançaram uma exposição sobre a passagem de Oscar Niemeyer por Nova York, durante os trabalhos de planejamento da sede da ONU, construída entre 1949 e 1952. Intitulada “Oscar Niemeyer e a Sede das Nações Unidas (1947-1949)”, a exposição está disponível na internet e exibe fotos raras do arquiteto, que faleceu no dia 5 de dezembro de 2012 aos 104 anos de idade (Confira as fotos aqui). A exposição é realizada pela Seção de Gerenciamento de Arquivos e Documentos (ARMS, na sigla em inglês). O Chefe da Unidade de Multimídia das Nações Unidas, o brasileiro Antônio Carlos Silva, disse que a descoberta das fotos começou numa pesquisa de arquivo. “Fazendo uma pesquisa no arquivo, nós encontramos muita coisa inédita em fotografias e filmes. Nós criamos pacotes para a mídia internacional. Havia filmes inéditos do trabalho dele com a equipe de arquitetos que criaram o edifício e o design todo da ONU. Estas fotos têm um valor histórico e estão sendo digitalizadas. O nosso papel é este, como arquivista, cuidar da história da ONU, da história audiovisual do mundo.” Confira aqui entrevista recente de Oscar Niemeyer à Rádio ONU: Imprimir Saiba mais sobre os seguintes temas: Cooperação, Desenvolvimento, ONU. Nossa rede: Matérias relacionadas ONU disponibiliza imagens raras de arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer Representante da UNESCO no Brasil destaca valor universal de Oscar Niemeyer Secretário-Geral da ONU lembra ‘legado para o mundo’ de Oscar Niemeyer Comentários Deixe seu comentário Nome (obrigatório) Endereço de email (obrigatório) Sítio Começa na Espanha conferência da ONU sobre cooperação para água < > ONU e a Questão da Palestina: acesse aqui a exposição Começa na Espanha conferência da ONU sobre cooperação para água 07/01/2013 Secretário-Geral da ONU condena postura do Presidente da Síria contrária à transição política 07/01/2013 Todos os comunicados » Contatos de imprensa » Iniciativa para proteger crianças envolve comunidades nigerinas Ramos Horta inicia contactos após nomeação para representar ONU em Bissau


Os serviços de arquivo das Nações Unidas lançaram uma exposição sobre a passagem de Oscar Niemeyer por Nova York, durante os trabalhos de planejamento da sede da ONU, construída entre 1949 e 1952. Intitulada “Oscar Niemeyer e a Sede das Nações Unidas (1947-1949)”, a exposição está disponível na internet e exibe fotos raras do arquiteto, que faleceu no dia 5 de dezembro de 2012 aos 104 anos de idade (Confira as fotos aqui).
A exposição é realizada pela Seção de Gerenciamento de Arquivos e Documentos (ARMS, na sigla em inglês). O Chefe da Unidade de Multimídia das Nações Unidas, o brasileiro Antônio Carlos Silva, disse que a descoberta das fotos começou numa pesquisa de arquivo.
“Fazendo uma pesquisa no arquivo, nós encontramos muita coisa inédita em fotografias e filmes. Nós criamos pacotes para a mídia internacional. Havia filmes inéditos do trabalho dele com a equipe de arquitetos que criaram o edifício e o design todo da ONU. Estas fotos têm um valor histórico e estão sendo digitalizadas. O nosso papel é este, como arquivista, cuidar da história da ONU, da história audiovisual do mundo.”
Fonte: http://www.onu.org.br/onu-disponibiliza-fotos-raras-de-oscar-niemeyer/

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

ONU dá novo impulso a programa de meio ambiente


Mais um passo para “O Futuro que Queremos” foi dado pela Assembleia Geral da ONU, na sexta-feira (21), ao permitir a participação universal no conselho deliberativo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). Criado há 40 anos, o órgão conta com 58 integrantes e agora poderá receber contribuições de todos os 193 Estados-Membros da ONU.
A resolução segue ações práticas acordadas no documento final da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), realizada em junho no Rio de Janeiro.
“A decisão da Assembleia Geral de fortalecer e aperfeiçoar o PNUMA é um divisor de águas. A adesão universal ao conselho deliberativo do PNUMA estabelece uma nova plataforma, plenamente representativa, para fortalecer a dimensão ambiental do desenvolvimento sustentável”, afirma o Diretor Executivo do PNUMA, Achim Steiner.
Segundo Steiner, todos os países terão o mesmo peso nas decisões sobre como apoiar o ambiente e garantir um compartilhamento de recursos naturais mais justo. O Diretor Executivo afirma ainda que a resolução permitirá o aumento de acesso a tecnologia e o apoio do conhecimento científico para as decisões políticas.
Fonte: http://www.onu.org.br/onu-da-novo-impulso-a-programa-de-meio-ambiente/

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

UNICEF lança iniciativa para promover inclusão de crianças com deficiência

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) no Brasil em parceria com a Sesame Workshop, organização educacional sem fins lucrativos que produz a série infantil Vila Sésamo, e com o apoio da MetLife Foundation, anunciaram uma iniciativa conjunta chamada Incluir Brincando, que visa promover a inclusão social de crianças com deficiência, aumentando a conscientização das pessoas no Brasil sobre o direito a brincar de forma segura e inclusiva.

A iniciativa Incluir Brincando, que foi lançada no final de novembro, prevê materiais impressos e audiovisuais com os personagens da Vila Sésamo, que vai ao ar na TV Cultura. Tendo como público-alvo crianças de comunidades vulneráveis, os materiais serão distribuídos em 40 municípios envolvidos no projeto Ceará Cresce Brincando, desenvolvido pelo UNICEF no Brasil, que apoia brinquedotecas em todo o Estado. O conteúdo, desenvolvido por especialistas em educação, foi criado para servir como um recurso para as famílias e educadores em salas de aula ou ambientes informais de ensino.

“Esta parceria inovadora entre UNICEF e Sesame Workshop prova que as brincadeiras, os jogos e os esportes seguros e inclusivos podem ser ferramentas poderosas para a inclusão de crianças com deficiência. Esperamos que, no país que vai sediar os maiores megaeventos esportivos mundiais, brincadeiras e esportes venham a ser um direito de cada criança e adolescente, independentemente de sexo, raça ou condição pessoal”, disse Gary Stahl, representante do UNICEF no Brasil.

“Estamos satisfeitos por trabalhar com educadores brasileiros e nossos parceiros na MetLife Foundation, na TV Cultura e no Brasil UNICEF para desenvolver conteúdo promovendo um dos valores fundamentais da Sesame Workshop”, disse Jorge Baxter, diretor de Educação Global da Sesame Workshop. “Estamos ansiosos para aprofundar e expandir o conteúdo que oferecemos sobre inclusão social para alcançar e impactar ainda mais crianças por meio da Vila Sésamo”.

A iniciativa faz parte da estratégia Esporte para o Desenvolvimento do UNICEF, que visa apoiar o desenvolvimento de um legado “amigo das crianças e dos adolescentes” dos megaeventos esportivos no Brasil. Os parceiros esperam atingir inicialmente cerca de 43 mil crianças que vivem em todo o Estado do Ceará, e suas famílias

Fonte: http://www.onu.org.br/unicef-lanca-iniciativa-para-promover-inclusao-de-criancas-com-deficiencia/

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

OIT reúne personalidades de todo mundo em campanha pelo fim da escravidão


Os brasileiros Milton Nascimento, Sérgio Mendes e Carlos Saldanha estão na lista de reconhecidos artistas internacionais que se uniram à Organização Internacional do Trabalho (OITpara lutar contra a escravidão moderna. Os participantes incluem artistas de Hollywood, desportistas e defensores dos direitos humanos, entre eles: Mila Kunis, Cher e Oliver Stone, Kellan Lutz e Jada Pinkett Smith. Também participam Dan Kennedy, goleiro do Chivas EUA, e Somaly Man, defensora das vítimas de tráfico humano.
“Estou orgulhosa de unir-me à OIT na luta contra a escravidão”, declarou Jada Pinkett Smith. “Quando pensamos na escravidão, pensamos no passado. Mas a realidade é que na atualidade, três de cada 1.000 pessoas no mundo estão em trabalho forçado, são vítimas de tráfico ou trabalham em condições similares à escravidão”, assinalou. “Isto não é bom e tem que terminar”.
De acordo com números da OIT, quase 21 milhões de mulheres, homens e crianças no mundo são vítimas de trabalho forçado. Isto significa que estão presos em empregos que lhes foram impostos por meio da coação ou de engano, e que não podem abandonar. Cerca de 26% dos escravos hoje em dia possuem menos de 18 anos.
“Para todos nós, ter um trabalho decente com um trabalho justo, no qual estejamos minimamente protegidos quando precisamos e em que se respeitem os direitos laborais fundamentais, são aspirações básicas”, disse o Diretor Geral da OIT, Guy Ryder.
“Lamentavelmente, muitas mulheres e homens, meninas e meninos, continuam presos no pesadelo da escravidão e do trabalho forçado. Por isso, a OIT se sente realmente animada ao ver tantos artistas de renome unindo-se a esta luta. Juntos, podemos fazer uma grande diferença e dar esperança a todos aqueles que aspiram trabalhar em liberdade, igualdade, segurança e dignidade”, acrescentou.
Fonte:http://www.onu.org.br/oit-reune-personalidades-de-todo-mundo-em-campanha-pelo-fim-da-escravidao/

Investir no camponês é uma das formas mais eficazes de se reduzir a fome e a pobreza, afirma FAO


As estratégias de investimento agrícola deveriam se concentrar nos mais de um bilhão de agricultores do mundo, como uma das formas mais eficazes de se reduzir a fome e a pobreza, ao mesmo tempo em que se protege o meio ambiente - esta é a principal mensagem de um dos relatórios anuais mais importantes da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), O Estado Mundial da Agricultura e Alimentação 2012, apresentado no dia 6 de Dezembro em Roma.
Dados do relatório mostram que os agricultores de países de baixa e média renda investem mais de 170 bilhões de dólares por ano em suas fazendas – cerca de 150 dólares por agricultor. Este valor é três vezes maior do que todas as outras fontes de investimento combinadas, quatro vezes maior do que as contribuições do setor público, e mais de 50 vezes o da ajuda oficial ao desenvolvimento que recebem esses países.
Entretanto, esses agricultores não têm o incentivo necessário para investir e muitas vezes acabam encontrando entraves para sua produção. Entre eles destacam-se a extrema pobreza, os direitos de propriedade fracos e falta de acesso a mercados e serviços financeiros.
Os governos nacionais, segunda maior fonte de investimento na agricultura, devem canalizar seus limitados recursos públicos para áreas que já provaram ser muito favoráveis ao crescimento agrícola e à redução da pobreza, tais como pesquisa e desenvolvimento agrícola, infraestrutura rural e educação, além do incentivo aos pequenos agricultores. De acordo com o estudo da FAO, nos últimos 20 anos os países com as maiores taxas de investimento na agricultura têm feito os maiores progressos em reduzir a fome pela metade, para atender ao primeiro Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (ODM).
“É necessária uma nova estratégia de investimento que esteja centrada nos produtores agrícolas”, afirmou o Diretor Geral da FAO, José Graziano da Silva. “O desafio é concentrar investimentos em áreas onde se obtenham resultados. É importante garantir que os investimentos resultem em altos retornos econômicos e sociais e em sustentabilidade ambiental.”
Fonte: http://www.onu.org.br/investir-no-campones-e-uma-das-formas-mais-eficazes-de-se-reduzir-a-fome-e-a-pobreza-afirma-fao/