
O
número de pessoas idosas está aumentando mais rapidamente que qualquer outra
faixa etária, afirma um novo relatório, Envelhecimento no Século XXI:
Celebração e Desafio – no Dia Internacional da Pessoa Idosa.
O documento mostra que ao mesmo tempo em que a tendência das
sociedades em envelhecimento é motivo de celebração, essa tendência também apresenta
desafios, pois exige abordagens completamente nas áreas do atendimento a saúde,
aposentadoria, arranjos para a vida diária e relações intergeracionais.
No Brasil, o lançamento do Relatório acontece amanhã
no dia 03/10, em Brasília, durante uma mesa-redonda que discutirá os impactos e
oportunidades do processo de envelhecimento populacional para o país
e possíveis iniciativas para este segmento etário da população nas áreas de
planejamento, previdência, saúde, direitos humanos, gênero e saúde. Saiba mais
em www.unfpa.org.br/convite.jpg
Maioria está em países em desenvolvimento
Em 2000, pela primeira vez na história, havia mais
pessoas com mais de 60 anos que crianças com menos de cinco. Em 2050, a geração
idosa será maior que a população de menores de 15 anos. Em apenas uma década, o
número de pessoas idosas superará a casa de 1 bilhão de pessoas – um aumento de
cerca de 200 milhões de indivíduos. Hoje, duas em cada três pessoas com 60 anos
ou mais vivem em países em desenvolvimento; em 2050, esse número aumentará para
quase quatro em cada cinco.
Se não tratadas prontamente, as consequências dessas
mudanças podem surpreender os países que não estiverem preparados para
enfrentá-las. Em muitos países em desenvolvimento com grandes populações
jovens, por exemplo, os governos não dispõem de políticas e práticas
estabelecidas para dar assistência às suas atuais populações idosas ou não estão se
preparando suficientemente para o cenário de 2050.
Vida mais longa era meta de Conferência do Cairo
Em seu discurso no lançamento do relatório, em Tóquio,
o Diretor Executivo do UNFPA, Babatunde Osotimehin, afirmou: “Os indivíduos do
mundo todo devem envelhecer com dignidade e segurança, desfrutando da vida
através da plena concretização de todos os direitos humanos e liberdades
fundamentais.”
“Uma expectativa de vida mais longa”, acrescentou,
“foi uma das metas da Conferência Internacional sobre População e
Desenvolvimento do Cairo, em 1994. Devem ser praticadas mais ações para
alcançá-la, estendendo-a a todas e todos; as novas metas de redução da pobreza
não devem excluir as pessoas idosas.”
Vários países alcançaram importantes progressos com a
adoção de novas políticas, estratégias, planos e leis referentes ao
envelhecimento, segundo o relatório. Na última década, por exemplo, mais de 100
países puseram em prática programas de pensões não contributárias para dar
assistência na luta contra a pobreza na terceira idade. Entretanto, muito mais
necessita ser feito para atender ao potencial de nosso mundo em envelhecimento.
Atualmente, 47% dos idosos e quase 24% das idosas
participam da força de trabalho. Ainda assim, a despeito das contribuições que
uma população em envelhecimento – social e economicamente ativa, segura e
saudável – pode oferecer à sociedade, o relatório também ressalta que inúmeras
pessoas idosas em todo mundo enfrentam contínua discriminação, abuso e
violência. O relatório convoca todos os governos, a sociedade civil e o público
em geral a trabalhar em conjunto para colocar um fim nessas práticas
abusivas e a investir nas pessoas idosas.
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