"Devagar e sempre: o poder está na direção, não na velocidade"
"O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis." Fernando Pessoa
Trânsito seguro: o desafio de garantir a vida. O Brasil é um dos cinco países líderes em mortes no trânsito. O aumento da frota de veículos do Brasil — que dobrou nos últimos 10 anos — exige ação imediata para estancar as tragédias no trânsito.
55,9 milhões de carros circulando pelas ruas, avenidas e rodovias. 35000 mortes anuais registradas. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – Ipea, o trânsito faz mais de 35 mil vítimas fatais por ano no Brasil, uma média de 95 óbitos por dia. Em 60% dos casos o responsável é o álcool.
19 e 20 de novembro de 2011- ONU - Conferência Ministerial Global sobre Segurança Viária, em Moscou para deste ano. Engajamento e apoio aos esforços para o estabelecimento da Década de Ações para a Segurança no Trânsito 2010/2020.
Compromisso: reverter o número de mortos e feridos pela violência no trânsito que ceifa vidas todos os dias.
Recomendações da ONU: que as organizações internacionais de segurança e de desenvolvimento viário apoiem projetos de segurança
Bancos de desenvolvimento e organismos de financiamento devem incluir medidas que contemplem a segurança viária em projetos de infraestrutura, exigindo auditorias obrigatórias, inspeções e classificações de segurança a serem realizadas a cada etapa de todos os projetos financiados.
Alerta o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon: os traumas de trânsito continuam a ameaçar as conquistas no campo da saúde e do desenvolvimento em todo o mundo, com devastadores impactos sobre indivíduos, famílias, comunidades e sociedade.
Em algumas regiões do mundo a violência do trânsito já é a principal causa de morte na faixa dos 15 aos 44 anos, período mais produtivo de nossas vidas.
A estatística de mortes e feridos somente reverterá quando a população rechaçar em seus grupos sociais aqueles que teimam em beber e dirigir.
Para enfrentar a combinação álcool e direção, devem ser realizadas abordagens preventivas para criarmos uma nova cultura, como ocorreu com o cinto de segurança.
Dentre os maiores maus hábitos observados destacam-se não usar cinto, beber e dirigir e pegar carona com quem bebeu.
É hora de investirmos em campanhas educativas que ajudem a mudar as atitudes e garantir o direito que é de todos - o de viver.
Assim, o PEA/UNESCO/RJ lança a campanha "Devagar e sempre: o poder está na direção, não na velocidade", a ser deslanchada em 2013.
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